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Por que evangelizar nossos filhos?

Por Vânia Rodrigues Santana


Pergunta-se: o que é evangelização? Por que e para que evangelizar? Evangeliza-se somente a criança e adolescente? Questões como estas, muitas vezes pairam na mente dos pais ou dos responsáveis pela formação do caráter daqueles que assumiram como filhos.



Em primeiro lugar é preciso compreender que “evangelização” quer dizer, evangelho em ação. E Evangelização Espírita é a transmissão do conhecimento espírita e da moral evangélica pregada por Jesus, que afirmou ser a fé sem obras, morta. Isso já justifica perfeitamente a necessidade de colocarmos o que apendemos em movimento, aplicando os conhecimentos adquiridos em todas as oportunidades que nos são apresentadas no dia-a-dia, na vida de relação uns com os outros. Após esse entendimento, fica claro que qualquer pessoa pode e deve ser evangelizada ou evangelizar-se em qualquer faixa etária. Então, a evangelização não é dirigida somente à criança e ao adolescente, mas também aos adultos.


Porém, se considerarmos o educando um ser espiritual, criado por Deus, que ora vive no plano do Espírito, ora respira num corpo material; que suas tendências e inclinações procedem dele próprio e constituem conquistas acumuladas ao longo de sua caminhada evolutiva; que seu destino é toda a perfeição de que é suscetível e, para isso, conta com o tempo necessário, pois que seu esforço de aperfeiçoamento não se circunscreve a apenas uma existência terrena; que no corpo e fora dele, na vida de Espírito, prosseguem o seu aperfeiçoamento e a sua caminhada na conquista da felicidade; que o céu e o inferno são problemas de consciência que ele vai resolvendo à medida que evolui, ele terá suas vistas voltadas para a felicidade que irá conquistar, seguramente, pelo concurso do tempo e de novas oportunidades que lhe serão concedidas por leis sábias emanadas de Deus, Pai e Criador de todos e de tudo. Essa Educação que considera o educando em trânsito pelo mundo, alarga os seus horizontes e dilata os seus limites, fixando seus fins acima de quaisquer interesses imediatistas, portanto uma educação ampla, profunda, nitidamente espiritual e, indiscutivelmente, religiosa.


Quanto à relevância da evangelização espírita, recorremos primeiro à fala de Jesus, registrada em Mateus, 18;10 “Vede, não desprezeis alguns destes pequeninos”, apontando-nos não somente para a tomada de medidas providenciais referentes ao pão e à vestimenta, mas ao abrigo moral que assegure ao espírito renascente o clima de trabalho necessário à sua sublimação. Quando Allan Kardec perguntou aos Espíritos da Codificação (Q. 383, LE) qual, para o Espírito, a utilidade de passar pelo estado de infância, estes responderam que reencarna com o objetivo de se aperfeiçoar e que durante esse período é mais acessível às impressões que recebe, capazes de lhe auxiliarem o adiantamento, para o que devem contribuir os incumbidos de educá-lo. Educar, pois, dentro da concepção espírita é não só oferecer os conhecimentos do Espiritismo como também envolver o educando numa atmosfera de responsabilidade, de respeito à vida, de fé em Deus, de consideração e amor aos semelhantes, de valorização das oportunidades recebidas, de trabalho construtivo e de integração consigo, com o próximo e com Deus, único programa compatível com as convicções que a Doutrina Espírita já despertou em cada um de nós. *Vânia Rodrigues Santana, Coordenadora DIJ

Referências: KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Trad. Guillon Ribeiro. 74ed. Rio de Janeiro: FEB,1994. Q.383. Compromisso e Responsabilidade com a tarefa Espírita: Opinião dos Espíritos. Departamento de Infância e Juventude. FEB, Brasília-DF. Evangelizar: tarefa de Iluminação de Almas. Evangelização Espírita, Mód. I. Departamento de Infância e Juventude. FEETINS, 2005.

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